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What part will your country play in World War III?

By Larry Romanoff

The true origins of the two World Wars have been deleted from all our history books and replaced with mythology. Neither War was started (or desired) by Germany, but both at the instigation of a group of European Zionist Jews with the stated intent of the total destruction of Germany. The documentation is overwhelming and the evidence undeniable. (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10) (11)

That history is being repeated today in a mass grooming of the Western world’s people (especially Americans) in preparation for World War IIIwhich I believe is now imminent

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Sunday, April 29, 2018

PT -- GUERRA NUCLEAR: 8.3 Armas electromagnéticas, armas laser e ‘robots’ aéreos espaciais para a guerra nuclear

MANLIO DINUCCI

“Copyright Zambon Editore”


GUERRA NUCLEAR
O DIA ANTERIOR
De Hiroshima até hoje:
Quem e como nos conduzem à catástrofe



8.3 Armas electromagnéticas, armas laser e ‘robots’ aéreos espaciais para a guerra nuclear 

No imaginário colectivo, o raio da morte e as armas laser, assim como os veículos robóticos de combate espacial, existem apenas nos filmes de ficção científica. Não compreendem, que se tornaram reais, porque na comunicação mediática quase ninguém fala deste assunto. Já se produziram armas de energia directa. Elas atingem o objectivo não com balas, bombas de fragmentação ou com a onda de choque de uma explosão, mas com formas de energia não cinética: radiações electromagnéticas, plasma de elevada energia, raios laser. William Arkin antes, analista do Pentágono e agora do Washington Post, afirma que estamos perante uma mudança de época: das armas cinéticas estamos a passar para as armas de energia directa.

Os Estados Unidos produziram uma nova arma, a ADS (Active Denial System) de impulsos electromagnéticos. Instalada num veículo especial, ela emite um raio de micro ondas que provoca, dentro de 2-3 segundos, numa pessoa distante a mais de 500 metros, uma sensação de calor insuportável. A ADS, distribuída aos Marines USA e já usada no Iraque e noutros teatros bélicos, é apresentada como uma arma não letal e anti-motins. Na realidade, aumentando a potência do raio de micro ondas e a duração da exposição, uma arma deste tipo pode matar. Podem ser usadas também para desactivar outras armas de energia directa, como o Pulsed impulsive kill laser. Testada sobre um alvo de gelatina (com sensores no interior) reproduzindo o corpo humano, sob uma camurça molhada a reproduzir a pele humana e sob vestuário de diversos tecidos, este laser killer demonstrou poder provocar «efeitos anti-pessoa de tipo letal ou inferior ao tipo letal» e de poder destruir veículos com impulsos que «literalmente mastigam o material sem causar queimaduras». 

Uma das armas laser – o Mobile tactical high energy laser (MTHEL) – foi desenvolvida conjuntamente por uma equipa orientada pela Northrop Grumman e por um israelita que compreende várias indústrias: Electro-Optic Industries, Israel Aircraft Industries, Rafael, Tadiran. Em alguns testes o METHEL demonstrou ser capaz de destruir projécteis de argamassa e foguetes antes de chegar ao solo. Armas de tal potência podem ser usadas  não só para fins defensivos mas também para ataque.

O Exército dos EUA está a experimentar armas laser capazes de derrubar aviões, abater visores e de cegar os soldados inimigos; a U.S. Navy instalou um canhão laser sobre um navio de guerra, aguardando o momento de usá-lo «num combate real»; a U.S. Force anuncia que, em 2022, irá armar com laser os seus caça-bombardeiros.

Ao mesmo tempo há um desenvolvimento impressionante no sector dos drones, tipo Predator B/MQ-9 Reaper americano, para também abastecer a Força Aérea italiana, usado nas guerras, no Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, Yemen, Somália e noutros países. O Reaper (Ceifeiro, obviamente, de vidas humanas), com o comprimento de 10 metros e com uma abertura de asas de 20 metros, está armado com mísseis AGM-114 Hellfire (Fogo do Inferno) e de bombas de orientação laser GBU-12 Paveway II ou GBU-38 JDAM, de orientação via satélite. Os telepilotos, sentados na frente dos monitores das consolas, a milhares de quilómetros de distância, logo que seja identificado o «alvo», transmite aos sensores electro-ópticos e a outros sistemas do drone, comandam com o joystick (controlo do video game) o lançamento dos mísseis e das bombas. É a nova maneira de fazer a guerra, apresentada como intervenção «cirúrgica». No entanto os «danos colaterais» são frequentes: para matar um único «alvo» humano, os drones assassinos destroem uma casa na totalidade, matando mulheres e crianças, ou o telepiloto troca um grupo de pessoas num casamento por um grupo armado perigoso e lança o «Fogo do Inferno» de ogiva termobárica ou de bomba de fragmentação, ou lança-o porque está sob stress devido aos turnos fatigantes na consola.

Enquanto se modernizam os drones teleguiados (está em estudo um sistema de propulsão nuclear para aumentar a autonomia), experimentam-se aviões de ataque completamente robotizados, como o avião americano X-47B, pronto a levantar voo, efectuar a missão de ataque, abastecer-se em voo de um avião cisterna e regressar à base, numa pista dum aeroporto ou num porta aviões.

Os robots aéreos, armados com ogivas nucleares, têm a mesma função dos mísseis nucleares de cruzeiro com base em terra que, depois de terem sido instalados em Comiso, foram eliminados com o fundamento no Tratado INF. Além do mais, os robots aéreos – sendo facilmente transportáveis (um avião de carga C-17 pode transportar 6, com as asas desmontadas, que se montam em meia hora) – podem ser aproximados dos alvos a abater.

Da guerra robotizada à guerra espacial, o passo é curto. Nesta esfera, ajustam-se as missões ‘top secret’ do shuttle robóticoX-37B da U.S. Air Force, capaz de manobrar no espaço e regressar à base autonomamente. Segundo o parecer dos peritos, ele serve para destruir os satélites dos adversários e «cegar», deste modo, o inimigo no momento em que esse é atacado. Para este fim, também estão em fase de desenvolvimento, armas laser anti-satélite.

Para os estrategas do Pentágono, deter a superioridade no espaço significa ter a capacidade de atacar um adversário militarmente forte, paralisar as suas defesas, atingi-lo também com armas nucleares e, no caso de que também o inimigo tenha essas armas, neutralizar a sua resposta com o «escudo anti-míssil». 

O Comando Estratégico (USSTRATCOM) é responsável pelos sistemas espaciais militares americanos e, ao mesmo tempo, é responsável pelas armas nucleares e pelas armas cibernéticas. «Temos forças espaciais e ciber-espaciais que são fundamentais para o estilo de guerra americano em cada teatro de guerra, em todo o globo», escreve o Comandante do USSTRATCOM, sublinhando que «as nossas forças nucleares estão garantidas e preparadas em qualquer momento» e que «se a dissuasão falhar, estamos prontos para usá-las».

Armas nucleares, sistemas espaciais, aviões robotizados e armas cibernéticas estão integradas, juntamente com os meios de guerra electrónica e no «escudo anti-míssil» na «gama completa da capacidade global de ataque», seja na Terra como no Espaço, sob um único super comando com uma força de 185.000 homens, em cujo emblema está retratada  a mão couraçada de um guerreiro que, do espaço como fundo da Terra, agarra três raios, «símbolos de velocidade e letalidade», e um ramo de oliveira para «recordar que a missão do Comando é assegurar a paz».

Neste campo os Estados Unidos estão em vantagem, mas outros países, sobretudo a Rússia e a China, estão a desenvolver tecnologias militares análogas. Em 2008, Moscovo e Pequim propuseram um acordo internacional para impedir a colocação de armas no Espaço, mas, primeiro a Administração Bush e depois a Administração Obama, recusaram-se a abrir um acordo nesse sentido. Assim, acelera-se, sob pressão dos EUA, a corrida à militarização do Espaço funcional para a preparação da guerra nuclear.

Todas as potências nucleares e em particular as maiores, que o declaram ou não, estão preparadas para «lançar sob ataque», ou seja, ao lançamento dos seus mísseis nucleares antes da chegada dos mísseis do país agressor. O tempo que leva um míssil balístico intercontinental dos EUA a atingir a Rússia ou a chegar aos Estados Unidos, a partir da Rússia, é cerca de 30 minutos. Ainda menos, se o míssil balístico for lançado de um submarino que se avizinha da costa inimiga.

Logo que o alarme for activado, os operadores devem fazer uma série de verificações, então o alarme deve subir a cadeia de comando até ao Presidente. O tempo para decidir e ordenar o «lançamento de contra-ataque», reduz-se a quase menos de 10 minutos. Dado o tempo muitíssimo restrito para avaliar a situação e decidir o lançamento de contra-ataque, essas operações, a par e passo com a introdução de tecnologias cada vez mais sofisticadas, está cada vez mais confiada a uma espécie de super cérebro electrónico: um «Presidente Robot» com faculdade de decidir a guerra nuclear.

A seguir:

8.4 A ameaça mortal do plutónio e o aviso não escutado de Fukushima

PT -- GUERRA NUCLEAR: 8.2 A preparação para o 'first strike' nuclear

MANLIO DINUCCI

“Copyright Zambon Editore”


GUERRA NUCLEAR
O DIA ANTERIOR
De Hiroshima até hoje:
Quem e como nos conduzem à catástrofe



8.2  A preparação para o 'first strike' nuclear

A doutrina nuclear USA para o séc. XXI, é enunciada em 2001, no relatório do Pentágono Nuclear Posture Review. O texto do relatório não é publicado oficialmente, ao ser submetido ao Congresso e, desse documento, são filtradas cópias das quais são extraídos e publicados alguns excertosDesses mesmos extractos, compreende-se como está articulada a nova doutrina nuclear: enquanto a precedente não deixava outra opção se não a de desencadear ou provocar a guerra mundial, a nova doutrina prevê uma gama de opções que permite escolher, de vez em quando, se usar uma arma não nuclear ou uma nuclear. Por conseguinte, a probabilidade do uso de armas nucleares, não diminui, mas aumenta.

Confirma-o a publicação, em Dezembro de 2002, de um documento de 6 páginas, extraído de uma directiva secreta assinada pelo Presidente Bush, em Maio de 2002. Afirma que «Perante o emprego de armas de destruição em massa contra os USA, contra as nossas forças no estrangeiro, contra os nossos amigos e aliados, os Estados Unidos reservam-se o direito de responder de uma maneira avassaladora, compreendendo o recurso a todas as nossas opções», entre as quais, precisa um funcionário da Administração, «está incluída  a opção nuclear». Por outras palavras, «Os Estados Unidos estão prontos a responder com armas nucleares a um ataque químico ou biológico, contra o seu próprio solo ou contra as suas próprias tropas no exterior».

Além da publicada, há uma parte classificada em que -  revela o Washington Post - «se autorizam ataques preventivos contra Estados que estejam preparados para comprar armas de destruição em massa». Vem assim confirmada a estratégia do «ataque preventivo», enunciada na National Security Strategy of the United States, publicada pela Casa Branca, em 20 de Setembro de 2001: «A América agirá contra estas ameaças emergentes antes que elas estejam completamente formadas. Para antecipar ou prevenir actos hostis da parte dos nossos adversários, os Estados Unidos irão agir, se necessário, de maneira preventiva».

Com base nessa doutrina, os EUA apontam para dotar as suas forças nucleares de capacidades crescentes de ‘first strike’, ou seja, de primeiro disparo nuclear. O programa de modernização das Forças Nucleares USA – escreve em 2017, Hans Kristensen, Director do Nuclear Information Project da Federação dos Cientistas Americanos (FAS) – permitiu realizar novas tecnologias revolucionárias que triplicam, aproximadamente, a capacidade destrutiva dos mísseis balísticos USA. É como se estivesse a planificar, ter a capacidade de combater e vencer uma guerra nuclear, desarmando o inimigo com um primeiro golpe de surpresa».

A tecnologia que mais contribui para aumentar a capacidade destrutiva dos mísseis balísticos USA é a «super-espoleta», um dispositivo que faz detonar a ogiva nuclear no momento mais oportuno para conseguir o efeito máximo sobre o objectivo. Antes da introdução desta tecnologia, mesmo as ogivas nucleares mais precisas não eram capazes de assegurar a destruição de objectivos reforçados, como silos de mísseis balísticos intercontinentais (ICBM), explodindo sobre eles ou na vizinhança. A probabilidade de destruir esses objectivos com ogivas nucleares de mísseis balísticos lançados de submarinos, era de cerca de 50%. Agora, dotados da nova espoleta, as mesmas ogivas nucleares são capazes de explodir, na maior parte, sobre ou nas proximidades dos objectivos reforçados. A probabilidade de destruí-los é superior a 85 %.

«Como consequência, a força dos submarinos dos EUA é muito mais capaz do que era antes contra alvos reforçados como os silos dos ICBM russos. Há dez anos, só cerca de 20% das ogivas nucleares dos submarinos USA tinha capacidade de destruir objectivos reforçados; hoje, todas as ogivas têm essa capacidade» - escreve Kristensen em 2017  Graças à potência destrutiva acrescida dos seus mísseis balísticos, os submarinos americanos navegam agora, com um número de ogivas três vezes superior ao necessário para destruir a totalidade da força russa de mísseis balísticos nos seus silos, instalados em terra.»

Da estratégia da «destruição mútua assegurada» (cuja sigla é MAD, equivale à palavra inglesa ‘louco’) – adoptada durante a guerra fria quando, cada uma das duas super-potências sabia que, se tivesse de atacar a outra com armas nucleares, seria destruída, por sua vez – o Pentágono passa à estratégia do ‘first strike’, procurando adquirir a capacidade de desarmar a Rússia com um ataque de surpresa.

Seria efectuado, principalmente, por submarinos USA de ataque que, avizinhando-se da costa do inimigo, poderia destruir com as suas ogivas nucleares dotadas de ‘super-espoletas’ os silos de mísseis balísticos intercontinentais russos com base em terra. Cada submarino da classe Ohio tem capacidade para lançar, em menos de um minuto, 24 mísseis balísticos Trident armados com 120-190 ogivas nucleares, cuja potência explosiva é mais do dobro do que a de todos os explosivos não-nucleares usados na Segunda Guerra Mundial. O tempo empregado pelas ogivas nucleares para atingir os objectivos seria tal, que não deixaria à Rússia tempo de reagir. Neste ponto, se a Rússia decidisse efectuar a represália com as forças nucleares que restassem, os USA incendiariam as suas cidades com os seus mísseis balísticos intercontinentais e, com os seus mísseis anti-mísseis, reduziriam os efeitos do contra ataque russo. Isto não é um cenário teórico simulado num 'war game' (jogo de guerra), mas o plano estratégico no qual o Pentágono está a trabalhar.

Como contra medida, a Rússia está a transferir parte dos seus mísseis balísticos intercontinentais dos silos, vulneráveis em caso de ‘first strike’, instalando-os em plataformas lançadoras móveis, mantidas em constante movimento para fugir aos satélites militares e a um eventual ataco surpresa de mísseis nucleares. Por exemplo o Topol-M (SS-27, no nome de código da NATO) – míssil balístico intercontinental de propulsor sólido, com o comprimento de 22 metros, 2 metros de diâmetro e alcance de 11.000 quilómetros, existe na versão de silo,e na versão de lançador móvel. Dos 78 Topol-M prontos a ser lançados, vinte e quatro horas sobre vinte e quatro, em 2017, 60 estão instalados em silos e 18 em lançadores em movimento contínuo, no vasto território russo. A plataforma móvel do Topol-M e do míssil Yars – um autocarro especial de 16 rodas que têm em cima um tubo contendo os mísseis (que no momento do lançamento é colocado em posição vertical) – pode lançar de qualquer lugar, em qualquer momento.

Ainda mais potente é o novo míssil balístico intercontinental russo Sarmat (RS-28) de 100 toneladas, com um alcance de 18.000 km, capaz de transportar 10-16 ogivas nucleares que, ao tornar a entrar na atmosfera a velocidade hipersónica (mais de 10 vezes a velocidade do som), manobram para fugir aos mísseis interceptores, furando o «escudo».

Como plataforma de lançamento do Sarmat, informa a Pravda, em 2017, estão previstos comboios especiais Barguzin que, camuflados como comboios de passageiros ou de mercadorias, irão circular continuamente em cerca de 90.000 km da rede ferroviária russa para fugir aos satélites militares e a um eventual ataque surpresa de mísseis. Recebida a ordem, cada comboio será capaz de lanças seis mísseis balísticos intercontinentais com 60-96 ogivas nucleares.

A seguir:

8.3 Armas electromagnéticas, armas laser e ‘robots’ aéreos espaciais para a guerra nuclear

PT -- GUERRA NUCLEAR: 8.1 A escalada qualitativa do confronto nuclear

MANLIO DINUCCI

“Copyright Zambon Editore”


GUERRA NUCLEAR
O DIA ANTERIOR
De Hiroshima até hoje:
Quem e como nos conduzem à catástrofe



Capítulo 8
O CENÁRIO DO APÓCALIPSE
8.1  A escalada qualitativa do confronto nuclear 

Segundo as estimativas aproximadas da Federação dos Cientistas Americanos (FAS), relativas a 2017,  as potências nucleares possuem, globalmente, cerca de 15.000 ogivas nucleares. Destas, 4.150 estão instaladas estrategicamente, ou seja, prontas para ser lançadas por mísseis balísticos e bombardeiros pesados, cujo raio de acção é, aproximadamente, 10.000 km ou mais; juntam-se a estas, mais 150 instaladas não estrategicamente, isto é, as bombas nucleares na Europa, prontas a ser lançadas por caça-bombardeiros com menor raio de acção, mas mais próximas dos objectivos a atingir.

Outras 5.300 ogivas nucleares estratégicas e não estratégicas, são mantidas de reserva em depósitos, prontas a ser instaladas em mísseis e bombardeiros. Adicionando a estas, mais 5.300 ogivas retiradas de uso operacional, mas ainda intactas e, portanto, prontas a ser utilizadas, o número global de ogivas nucleares é cerca de 15.000.

Pertencem aos Estados Unidos e à Russia, 92% das ogivas nucleares – cada um destes países possui cerca de 7 mil. Os outros países que possuem ogivas nucleares são:  França (300), China (270), Grã-Bretanha (215), Paquistão (120-130), Índia (110-120) Israel (80), Coreia do Norte (10-20). Outros 5 países – Itália, Alemanha, Bélgica, Holanda e Turquia - têm, globalmente, cerca de 150 ogivas nucleares americanas não estratégicas, instaladas nos seus territórios.

O número estimado de ogivas nucleares, também constitui uma medida significativa das forças nucleares de um determinado país, não basta para determinar qual seja a sua capacidade nuclear militar. Por exemplo e sempre segundo a FAS, os Estados Unidos possuem, no total, cerca de 7.000 ogivas nucleares, mais 20.000 núcleos de plutónio ou partes internas de reactores nucleares com os quais podem construir outras tantas ogivas nucleares e produzem continuamente novos núcleos de plutónio, no Los Alamos National Laboratory, para assim poderem construir rapidamente novas ogivas nucleares.

A corrida aos armamentos desenvolve-se não na quantidade, mas cada vez mais, na qualidade das armas nucleares: ou seja, sobre o tipo de plataformas de lançamento (de terra, mar, ar e provavelmente também do Espaço exterior) e sobre a capacidade ofensiva das ogivas nucleares.

Os Estados Unidos, tendo mais ou menos o mesmo número de ogivas do que a Rússia, estão em vantagem como número de «armas estratégicas ofensivas», ou seja, de ogivas nucleares que, transportadas por mísseis balísticos e bombardeiros pesados, são capazes de atingir objectivos distantes de mais de 10 mil quilómetros: segundo as estimativas da FAS relativas a 2017, os Estados Unidos têm mais de 3.800 ogivas nucleares estratégicas em comparação com as 2.460 russas.

Têm, juntamente a esta, uma outra vantagem: mais de metade das ogivas nucleares estratégicas americanas – 52% - está instalada em mísseis balísticos lançados de submarinos (SLBM), em comparação com 31% das russas. Isto significa que os Estados Unidos têm mais 1.980 ogivas nucleares estratégicas SLBM em comparação com as 770 russas. A vantagem consiste no facto de que, os submarinos de ataque nuclear, sempre mais silenciosos e mais rápidos, são dificilmente localizáveis e, deste modo, relativamente invulneráveis; além do mais, podem avizinhar-se dos objectivos, contra os quais podem lançar os mísseis balísticos, permanecendo imersos. Estão capacitados para lançar de qualquer ponto dos oceanos e também, do Oceano Glacial Ártico, emergindo do gelo.

A maior parte das ogivas nucleares estratégicas russas – 44% em comparação com 21% das americanas  - pelo contrário, está instalada em mísseis balísticos intercontinentais, lançados de terra (ICBM). Assim, são mais facilmente localizáveis e vulneráveis a um ataque nuclear de surpresa. Em termos numéricos, a Rússia tem quase 1.100 ogivas nos ICBM em comparação com as 800 dos EUA.

Os Estados Unidos estão em vantagem sobre a Rússia também em número e percentagem de ogivas nucleares estratégicas, transportadas por bombardeiros pesados: as dos EUA são mais de 1.000, correspondem a 27% do total; as russas são pouco mais de 600 e correspondem a 25% do total.

A vantagem dos EUA é acrescida pelo facto de que, as suas forças nucleares estão integradas nas de outras duas potências nucleares da NATO, França e Grã-Bretanha. As forças nucleares da NATO (americanas, francesas e britânicas), segundo as estimativas da FAS relativas a 2017, dispõem de mais de 7.300 ogivas nucleares, das quais 2.200 estão prontas para ser lançadas, em comparação com as 7.000 russas das quais 1.950 estão prontas para lançamento. Cerca de 550 ogivas nucleares estratégicas e não estratégicas da NATO – americanas, francesas e britânicas – prontas para lançamento, estão instaladas na Europa, na proximidade do território russo. É como se a Rússia instalasse no México centenas de ogivas nucleares apontadas para os Estados Unidos. Outra vantagem é constituída pelo facto de que, todas as ogivas nucleares britânicas e grande parte das francesas, estão instaladas em mísseis balísticos lançados de submarinos.

Às forças nucleares USA/NATO juntam-se as de Israel, a única potência nuclear no Médio Oriente, ligada à NATO através do «Programa de cooperação individual» (2008). Baseadas nesta circunstância, as forças israelitas envolvidas numa grossa manta de sigilo e silêncio, são estimadas pela FAS, em 2017, como possuindo cerca de 80 ogivas nucleares, mais plutónio suficiente para construir outras 100-200; outras fontes estimam o arsenal israelita em 100-300 ogivas nucleares. Israel também produz, seguramente, trítio, gás radioactivo com que fabrica armas nucleares de nova geração. Entre estes mini-nukes, para usar num teatro bélico restrito, estão as armas de neutrões, que provocam uma contaminação radioactiva menor, mas uma mortalidade mais elevada pela forte emissão de neutrões velozes: os mais adaptados contra objectivos não muito distantes de Israel.

As ogivas nucleares israelitas estão prontas para lançamento em mísseis balísticos que, com o Jericho 3, atingem 8-9 mil quilómetros de alcance. A Alemanha forneceu a Israel (como presente ou a preços promocionais), quatro submarinos Dolphin modificados: em cada um, há seis tubos de lançamento de mísseis de cruzeiro de curto alcance, foram adicionados quatro para os Popeye Turbo, mísseis nucleares com um alcance de cerca de 1.500 km. Os submarinos israelitas ‘made in Germany’, silenciosos e capazes de permanecer imersos durante uma semana, navegam no Mediterrâneo Oriental, Mar Vermelho e Golfo Pérsico, prontos vinte e quatro horas sobre vinte e quatro, para o ataque nuclear. Os Estados Unidos, que já forneceram a Israel mais de 350 caça-bombardeiros F-16 e F-15, estão empenhados em fornecer-lhes, pelo menos, 75 caças F-35, esses com uma dupla capacidade nuclear e convencional. O Pentágono, que mantém secretos os códigos de acesso ao software dos F-35, mesmo aos países (como a Itália) que participam na sua construção, fornece-os a Israel para que assim, possa integrar o F-35 nos seus sistemas de guerra electrónica. Também dá prioridade ao treino de pilotos israelitas, preparando-os para o ataque nuclear com estes caças da quinta geração.

A vantagem nuclear dos Estados Unidos sobre a China é irrefutável. Eles possuem um número de ogivas 25 vezes superior e uma nítida superioridade de plataformas de lançamento. Além do mais, segundo estima a FAS em 2017, 70% das ogivas nucleares chinesas estão instaladas em bases em terra, sendo assim, mais vulneráveis e só 50-70 destes mísseis têm um alcance intercontinental de modo a alcançar os Estados Unidos. No entanto, a China tem a capacidade tecnológica e industrial para aumentar e modernizar rapidamente as suas forças nucleares, recorrendo, também, à crescente cooperação na Rússia.

O Paquistão possui 120-130 ogivas nucleares. Como plataformas de lançamento, não tem (em 2017) mísseis balísticos intercontinentais nem submarinos de ataque nuclear, mas tem mísseis balísticos e de cruzeiro, de curto e médio alcance (máximo de 2.750 km) de ogivas múltiplas independentes, a que se juntam caça-bombardeiros de capacidade nuclear. O Paquistão também está empenhado em aumentar e modernizar o seu arsenal, Poderá ter, em 2025, 220-250 ogivas nucleares. A Arábia Saudita, que financia 60% do programa nuclear paquistanês, poderia ter recebido em troca, do Paquistão, algumas armas nucleares ou mesmo, a possibilidade de usá-las. Em 2015 Ryadh mostrou a intenção de comprar armas nucleares. Em 2016, o analista político, Daham al-Anzi, de facto, porta-voz da Riyadh, declarou numa entrevista «Nós temos bombas nucleares». A Arábia Saudita possui mais de 250 caça-bombardeiros de dupla capacidade, convencional e nuclear, fornecidos pelos EUA e pelas potências europeias. Desde 2012, ela faz parte da «NATO Eurofighter and Tornado Management Agency», a agência NATO que gere os caças europeus Eurofighter e Tornado, os quais foram comprados pela Riyadh à Grã-Bretanha, duas vezes mais do que a própria Royal Air Force. No mesmo quadro entra o fornecimento ao Kuwait, aliado da Arábia Saudita, de 28 caças Eurofighter Typhoon, construídos pelo consórcio do qual faz parte a Finmeccanica (renomeada Leonardo, em 2016) juntamente com as indústria da Grã-Bretanha, Alemanha e Espanha.

A Índia, que possui 110-120 ogivas nucleares, baseia as suas forças nucleares em caça-bombardeiros, mas possui também, mísseis balísticos com base em terra de alcance intermédio, como o Agni-5 de produção nacional, capaz de transportar uma ogiva nuclear a 5.000 kms. Em 2016, tornou operacional o seu primeiro submarino de ataque nuclear, armado com 12 mísseis balísticos, tornando-se assim, o sexto país (depois dos Estados unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e China) com capacidade de construir unidades deste tipo. Os mísseis balísticos instalados no primeiro submarino são de alcance curto, mas a Índia tem um programa para construir SLBM de longo alcance.A Coreia do Norte, estima a FAS em 2017, tem material físsil suficiente para produzir 10-20 ogivas nucleares, mas não há provas disponíveis que esteja capaz de torná-las operacionais para serem transportadas por mísseis balísticos, em cujo desenvolvimento alcançou progressos notáveis. Tudo isto é ignorado pelos jornais e telejornais, que denunciam a Coreia do Norte como única fonte de ameaça nuclear. Ignora-se também a lição que. em Pyongyang, dizem ter aprendido: Gaddafi – recordam – tinha renunciado totalmente a todo o programa nuclear, permitindo inspecções da CIA, no território líbio. Porém, isso não o salvou, quando os USA e a NATO decidiram destruir o Estado Líbio. Se ele tivesse armas nucleares, pensam em Pyongyang, ninguém teria tido coragem para atacá-lo. Esse raciocínio também pode ser feito por outros: na actual situação mundial é melhor ter armas nucleares do que não tê-las.

N.d.T.: A geoestratégia  e a geopolítica alteraram-se após o discurso do Presidente da  Rússia, Vladimir Putin, em 1 de Março de 2018.

A seguir:

8.2  A preparação para o 'first strike' nuclear 

PT -- GUERRA NULEAR: 7.5 O «escudo» USA sobre a Europa

MANLIO DINUCCI

“Copyright Zambon Editore”


GUERRA NUCLEAR
O DIA ANTERIOR
De Hiroshima até hoje:
Quem e como nos conduzem à catástrofe



7.5  O «escudo» USA sobre a Europa 

Em Maio de 2016, na base aérea de Deveselu, na Roménia, é inaugurada a «Aegis Ashore», a primeira instalação terrestre do sistema via satélite Aegis, dos Estados Unidos, em território europeu. O Secretário Geral da NATO, Jens Stoltenberg, agradece aos EUA, visto que com essa instalação, «a primeira do seu género instalado em terra»,  aumentou consideravelmente, a capacidade de «defender os aliados europeus contra os mísseis balísticos do exterior da área Euro-Atlântica». Anuncia, assim, o início dos trabalhos a realizar na Polónia, em 2018, de outra «Aegis Ashore», análoga à que entrou em funcionamento na Roménia.

As duas instalações terrestres juntam-se aos quatro navios de guerra dotados do radar Aegis e de mísseis SM-3, os quais, deslocados pela U.S. Navy, da base espanhola de Rota, cruzam o Mar Mediterrâneio, o Mar Negro e o Mar Báltico. As Forças Navais Americanas já têm 30 navios deste tipo.

Quer as instalações em terra, quer as que se encontram nos navios, todas elas são dotadas de lançadores verticais Mk 41 da Lockheed Martin, ou seja, esses lançadores são constituídos por tubos verticais (no corpo do navio ou num bunker subterrâneo) de onde são lançados os mísseis interceptores SM-3. É o designado «escudo», cuja função, na realidade, é ofensiva. Se os EUA conseguirem realizar um sistema confiável, capaz de interceptar os mísseis balísticos, poderão manter a Rússia sob a ameaça de um first strike nuclear, confiante na capacidade do «escudo» de neutralizar os efeitos das represálias. Na realidade, isso não é possível no estado actual, porque a Rússia e a China estão a adoptar uma série de contra-medidas,que tornam impossível interceptar todas as ogivas nucleares de um ataque de mísseis. Então, para que serve o sistema Aegis instalado na Europa?

O mesmo é explicado pela Lockheed Martin. Ilustrando as características técnicas do sistema de lançamento vertical MK 41, sublinha que o mesmo está apto a lançar «mísseis para todas as missões: anti-aéreas, anti-navios, anti-submarinos e de ataque contra objectivos em terra». Cada tubo de lançamento é adaptável a qualquer tipo de míssil,  compreendendo «os maiores, para defesa contra mísseis balísticos e mísseis de ataque de longo alcance». Especificam mesmo os tipos: «o Standard Missile 3 (SM-3) e o míssil de cruzeiro Tomahawk». Este último, nas suas diversas versões, pode ser armado de ogivas convencionais (não nucleares) ou de ogivas nucleares.

Deste modo, não se pode saber quais os mísseis que estão nos lançadores verticais das bases na Roménia e na Polónia e os que estão a bordo dos navios que navegam nos limites das águas territoriais  russas. Não podendo controlar, Moscovo toma como certo que são mísseis de ataque nuclear.

A instalação de lançadores verticais Mk41 à volta do território russo pode assinalar o fim do Tratado sobre as forças nucleares intermédias, assinado pelos USA e URSS em 1987, que proíbe a instalação de mísseis sediados em terra e de alcance entre 500 a 5.500 Km.

Capítulo 8
O CENÁRIO DO APÓCALIPSE
8.1  A escalada qualitativa do confronto nuclear

PT -- GUERRA NUCLEAR: 7.4 A escalada USA/NATO na Europa

MANLIO DINUCCI

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GUERRA NUCLEAR
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Quem e como nos conduzem à catástrofe



7.4  A escalada USA/NATO na Europa

O ano 2014, para Washington e para a sua Aliança transatlântica, arrisca-se a ser um ano negro, sobretudo em dois cenários: Uma Europa sem guerra onde, não obstante a expansão da NATO para Leste,  as ligações económicas e políticas entre a União Europeia e a Rússia estão a reforçar-se e, onde quase todos os aliados estão relutantes em aumentar a despesa militar ao nível requerido pelo Pentágono; um Médio Oriente onde a guerra USA/NATO está a falhar na Síria e o Iraque está a distanciar-se dos USA e a aproximar-se da China e da Rússia, cuja aliança é sempre temida pela Casa Branca. Washington é avisado, cada vez com mais urgência, da necessidade de encontrar uma «nova missão» para a NATO. Ela é encontrada pontualmente.

O putsch da Praça Maidan, preparado desde há muito pelo treino de forças neonazis ucranianas, leva a Europa a uma situação análoga à da guerra fria, provocando um novo confronto com a Rússia. A ofensiva do ISIS, preparada com o financiamento e armamento de grupos islâmicos (alguns dos quais eram designados antes como terroristas) acabada a guerra contra a Jugoslávia e a guerra contra a Líbia, permite às forças USA/NATO intervirem no Médio Oriente para destruir, não o ISIS, mas a Síria e para reocupar o Iraque.

A «nova missão» da NATO é oficializada na Cimeira de Setembro de 2014, no País de Gales,  lançando o «Readiniess Action Plan», cujo objectivo oficial é de «responder, rápida e firmemente, aos novos desafios à segurança», atribuídos à «agressão militar da Rússia contra a Ucrânia» e ao «aumento do extremismo e dos conflitos sectários no Médio Oriente e no Norte de África». O plano é definido pelo Secretário Geral da NATO, Jens Stoltenberg,  como «o maior reforço da nossa defesa colectiva desde o fim da guerra fria».

Em apenas três meses, a NATO quadriplica os caça-bombardeiros, duplica a capacidade convencional e nuclear, implantada na região báltica (antes parte da URSS); envia radares aéreos AWACS para a Europa Oriental e aumenta o número dos navios de guerra no Mar Báltico, Mar Negro e no Mediterrâneo; instala na Polónia, Estónia, Letónia e Lituânia forças terrestres americanas, britânicas e alemãs; intensifica os exercícios conjuntos na Polónia e nos Países Bálticos, aumentando-os para mais de 200.

A partir desse momento, a pressão USA/NATO sobre a Rússia cresce em progressão geométrica.Em quatro anos, de 2014 a 2018, os EUA gastam 10 biliões de dólares na «Iniciativa de Segurança da Europa» (ERI), cujo objectivo oficial é «aumentar a nossa capacidade de defender a Europa contra a agressão russa». Quase metade da despesa serve para potenciar o «pré-posicionamento estratégico» USA na Europa, ou seja, os depósitos de armamento que, colocados em posição avançada, permitem «uma rápida deslocação das forças armadas no teatro bélico». Outra grande parte é destinada a «aumentar a presença, com base rotativa, das forças americanas em toda a Europa». As porções restantes servem para o desenvolvimento das infra-estruturas das bases na Europa para «aumentar a prontidão da acção USA», à potencialização dos exercícios militares e ao treino para «aumentar a prontidão e a capacidade de interacção das forças da NATO».

Os fundos da ERI – esclarece o Comando Europeu dos Estados Unidos - são apenas uma parte dos que estão destinados à «Operação Atlantic Resolve, que demonstra a capacidade USA de responder às ameaças contra os aliados». No âmbito dessas operações, é transferida de Fort Carson (Colorado), para a Polónia,em Janeiro de 2017, a 3ª Brigada couraçada, composta de 3.500 homens, 87 tanques, 18 obuseiros de auto-lançamento, 144 veículos de combate Bradley, mais 400 Humvees (Veículos Automóveis Multifunções de Alta Mobilidade)  e 2.000 veículos de transporte. A 3ª Brigada couraçada será substituída a seguir por outra unidade, assim as forças couraçadas americanas são permanentemente deslocadas no território polaco. Os seus departamentos são transferidos, para treinos e exercícios, para outros países de Leste, sobretudo para a Estónia, Letónia, Lituânia, Bulgária, Roménia e mesmo Ucrânia, ou seja, são continuamente deslocados à volta da Rússia.

Sempre no contexto de tais operações, é transferida para a base de Illesheim (na Alemanha) de Fort Drum (em New York), a 10ª Brigada Aére de Combate, com mais de 2.000 homens e uma centena de helicópteros de guerra. De Illesheim, duas 'task force' são enviadas  para «posições avançadas» na Polónia, Roménia e Letónia. Nas bases de Ämari (Estónia) e Graf Ignatievo (Bulgária), são distribuídos caça-bombardeiros USA e NATO, compreendendo Eurofighter italianos, para o «patrulhamento aéreo» do Báltico. A operação prevê, também, «uma presença continuada no Mar Negro», na base aérea de Kogalniceanu (Roménia) e na de treino de Novo Selo (Bulgária).

O General Curtis Scaparrotti, Chefe do Comando Europeu dos EUA e, ao mesmo tempo, Comandante Supremo Aliado na Europa, assegura que «as nossas forças estão preparadas e posicionadas para barrar a agressão russa». Um contingente USA é posicionado na Polónia oriental, no designado «Suwalki Gap», um trecho de terreno plano com cerca de cem quilómetros de comprimento que, avisa a NATO, «seria uma passagem perfeita para os tanques russos». É, assim, desenterrado o armamento da propaganda da velha guerra fria:  o dos tanques russos prontos para invadirem a Europa. Agitando o fantasma de uma ameaça do Leste, que não existe, chegam de facto à Europa os tanques dos Estados Unidos.

O plano é claro. Depois de ter provocado com o putsch da Praça Maidan, um novo confronto com a Rússia, Washington (não obstante a mudança de Administração do Presidente Obama pela do Presidente Trump) segue a mesma estratégia: transformar a Europa na primeira linha de uma nova guerra fria, com vantagem para os interesses dos Estados Unidos e para as suas relações de forças com as maiores potências europeias.

Na instalação no flanco oriental – compreendendo forças couraçadas, caça-bombardeiros, navios de guerra e unidades de mísseis nucleares – participam as potências europeias da NATO, como demonstra o envio de tropas francesas e de tanques britânicos para a Estónia. Fala-se, neste período, de um «exército» europeu, mas no encontro dos Ministros de Defesa da União Europeia, em Abril de 2017, em Malta, o Secretário Geral da NATO, Stoltenberg, esclarece em que termos: «Ficou claramente estabelecido, da parte da União Europeia, que o seu objectivo não é constituir um novo exército europeu ou estrutura de comando em competição com a NATO, mas algo que seja complementar ao que a NATO faz».

O Art. 42 do Tratado da União Europeia estabelece que «a política da União respeita as obrigações de alguns Estados membros, os quais consideram que a sua defesa comum se realiza através da Organização do Tratado do Atlântico Norte». Visto que são membros da Aliança, 22 dos 28 países da União Europeia (21 em 27 com a saída da Grã Bretanha da UE), torna-se evidente o predomínio da NATO. Para evitar equívocos, o protocolo nr. 10 sobre a cooperação instituída pelo art. 42 sublinha que a NATO «permanece o fundamento da defesa colectiva» da União Europeia, e que «um desempenho mais forte da União em matéria de segurança e defesa, contribuirá para a vitalidade de uma Aliança Atlântica renovada». O bastão do comando permanece, portanto, do Comandante Supremo Aliado na Europa, um general americano nomeado pelo Presidente dos Estados Unidos.

Para reforçar mais ainda, a sua influência na Europa, os Estados Unidos promovem a «Iniciativa dos três Mares», que é lançada em Julho de 2017, na ocasião da visita do Presidente Trump a Varsóvia. A Polónia, definida pela Casa Branca como um país «fiel aliado NATO e um dos mais intímos amigos da América» é a ponta de lança da estratégia USA/NATO que arrastou a Europa para uma nova guerra fria com a Rússia. Aos olhos de Washington, ela tem todas as características para assumir outra tarefa exigente, a de orientar a «Iniciativa Três Mares», um novo projecto que reúne 12 países compreendidos entre o Mar Báltico, o Mar Negro e o Mar Adriático: Polónia, Lituânia, Letónia, Estónia, Hungria, República Checa, Austria, Bulgária, Roménia, Croácia, Eslováquia e Eslovénia. Estes países são membros da União Europeia e ao mesmo tempo, todos eles, excepto a Austria, são membros da NATO sob comando USA, mais ligados a Washington do que a Bruxelas. O objectivo oficial do novo projecto é «ligar as economias e as infra-estruturas da Europa Central e Oriental, de Norte a Sul, alargando a cooperação nos sectores da energia, dos transportes, das comunicações digitais e da economia, em geral, para tornar a Europa Central e Oriental mais segura e competitiva». Os EUA pensam isso. No seu discurso na Conferência dos Três Mares, o Presidente Trump «concentra-se no desenvolvimento das infra-estruturas e na segurança energética, evidenciando, entre outras, as primeiras expedições do LNG (gás natural liquefeito) americano para a Polónia.». Um terminal no porto báltico de Swinoujscie, custando cerca de um bilião de dólares, permite à Polónia importar LNG americano na medida inicial de 5 biliões de metros cúbicos/ano. Através deste e de outros terminais, entre os quais um projectado na Croácia, o gás proveniente dos USA ou de outros países através de companhias americanas, será distribuído através de gasodutos especiais para toda a «região dos Três Mares». O objectivo do plano é claro: atacar a Rússia, fazendo diminuir a sua exportação de gás na Europa (objectivo realizável apenas se a exportação do gás USA, mais cara do que o russo, for incentivada com fortes subsídios estatais) ligar ainda mais aos EUA, a Europa Central e Oriental, não só militarmente, mas também economicamente, em concorrência com a Alemanha e outras potências europeias. Assim, o objectivo do plano, é criar dentro da Europa, uma macro região (a dos Três Mares) de soberania limitada, directamente sob a influência USA, que acabe, de facto, com a União Europeia e se alargue à Ucrânia e mais além.
A seguir:  
7.5  O «escudo» USA sobre a Europa

Manifestações

2007 Speech

UKRAINE ON FIRE

Discurso do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, na manhã do dia 24 de Fevereiro de 2022

Discurso do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, Tradução em português




Presidente da Rússia, Vladimir Putin: Cidadãos da Rússia, Amigos,

Considero ser necessário falar hoje, de novo, sobre os trágicos acontecimentos em Donbass e sobre os aspectos mais importantes de garantir a segurança da Rússia.

Começarei com o que disse no meu discurso de 21 de Fevereiro de 2022. Falei sobre as nossas maiores responsabilidades e preocupações e sobre as ameaças fundamentais que os irresponsáveis políticos ocidentais criaram à Rússia de forma continuada, com rudeza e sem cerimónias, de ano para ano. Refiro-me à expansão da NATO para Leste, que está a aproximar cada vez mais as suas infraestruturas militares da fronteira russa.

É um facto que, durante os últimos 30 anos, temos tentado pacientemente chegar a um acordo com os principais países NATO, relativamente aos princípios de uma segurança igual e indivisível, na Europa. Em resposta às nossas propostas, enfrentámos invariavelmente, ou engano cínico e mentiras, ou tentativas de pressão e de chantagem, enquanto a aliança do Atlântico Norte continuou a expandir-se, apesar dos nossos protestos e preocupações. A sua máquina militar está em movimento e, como disse, aproxima-se da nossa fronteira.

Porque é que isto está a acontecer? De onde veio esta forma insolente de falar que atinge o máximo do seu excepcionalismo, infalibilidade e permissividade? Qual é a explicação para esta atitude de desprezo e desdém pelos nossos interesses e exigências absolutamente legítimas?

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ARRIVING IN CHINA

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APPEAL TO THE LEADERS OF THE NINE NUCLEAR WEAPONS' STATES

(China, France, India, Israel, North Korea, Pakistan, Russia, the United Kingdom and the United States)

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'When China Sneezes'

When China Sneezes: From the Coronavirus Lockdown to the Global Politico-Economic Crisis

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BYOBLU

irmãos de armas


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manlio

VP




Before the Presidential Address to the Federal Assembly.



The President of Russia delivered
the Address to the Federal Assembly. The ceremony took
place at the Manezh Central Exhibition Hall.


January
15, 2020


vp

President of Russia Vladimir Putin:

Address to the Nation

Address to the Nation.

READ HERE


brics


Imagem

PT -- VLADIMIR PUTIN na Sessão plenária do Fórum Económico Oriental

Excertos da transcrição da sessão plenária do Fórum Económico Oriental

THE PUTIN INTERVIEWS


The Putin Interviews
by Oliver Stone (
FULL VIDEOS) EN/RU/SP/FR/IT/CH


http://tributetoapresident.blogspot.com/2018/07/the-putin-interviews-by-oliver-stone.html




TRIBUTE TO A PRESIDENT


NA PRMEIRA PESSOA

Um auto retrato surpreendentemente sincero do Presidente da Rússia, Vladimir Putin

CONTEÚDO

Prefácio

Personagens Principais em 'Na Primeira Pessoa'

Parte Um: O Filho

Parte Dois: O Estudante

Parte Três: O Estudante Universitário

Parte Quatro: O Jovem especialista

Parte Cinco: O Espia

Parte Seis: O Democrata

Parte Sete: O Burocrata

Parte Oito: O Homem de Família

Parte Nove: O Político

Apêndice: A Rússia na Viragem do Milénio


contaminação nos Açores



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convegno firenze 2019