O euro que o dólar comeu
8/4/2022, Michael Hudson,
The Vineyard of the
Saker
Trad. automática por Google Translate, aqui corrigida e revista,
para finalidades acadêmicas, sem valor comercial. Correções são bem-vindas.
“Além da conquista econômica da
Europa, os estrategistas dos EUA procuram prender também os países africanos,
sul-americanos e asiáticos em redes semelhantes às que planejaram para a
Europa.”
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Agora já se pode ver com clareza que a escalada atual da Nova Guerra Fria foi
planejada há mais de um ano, com estratégia séria associada ao plano dos EUA para
bloquear o gasoduto Nord Stream 2, como parte de seu objetivo de impedir a
Europa Ocidental (a “OTAN”) de buscar prosperidade mediante comércio e
investimentos mútuos com China e Rússia.
Como o presidente Biden e os relatórios de segurança nacional dos EUA
anunciaram, a China estava definida como o principal inimigo. Apesar do papel
útil que a China teve, ao permitir que os EUA corporativos reduzissem salários
do trabalho, enquanto se desindustrializava a economia dos EUA em favor da
industrialização chinesa, o crescimento da China foi apresentado como o Terror
Supremo: alguém que alcançava a prosperidade pela via do socialismo.
A industrialização socialista sempre foi percebida como o grande inimigo da
economia rentista que tomou conta da maioria das nações no século desde o fim
da Primeira Guerra Mundial, e especialmente desde a década de 1980.
O resultado hoje é um choque de sistemas econômicos – industrialização
socialista versus capitalismo financeiro neoliberal.
Isso faz da Nova Guerra Fria contra a China um ato implícito de deflagração do
que ameaça ser uma longa Terceira Guerra Mundial. A estratégia dos EUA é
afastar os aliados econômicos mais prováveis da China, especialmente Rússia,
Ásia Central, Sul da Ásia e Leste Asiático. A
questão era por onde começar a forçar o racha e o isolamento.
A Rússia pareceu ser a maior oportunidade para começar o racha, distanciando-a da
China e também da eurozona da OTAN. Elaborou-se uma sequência de sanções cada
vez mais severas contra a Rússia – que se esperava que fossem fatais –, para
impedir que a OTAN negociasse com ela. Só faltava, para desencadear o terremoto
geopolítico, um casus belli.
Não foi difícil arranjar o ‘item’ que faltava. A escalada da Nova Guerra Fria
poderia ter sido lançada no Oriente Próximo – por resistência à apropriação dos
campos de petróleo iraquianos pelos EUA, ou contra o Irã e os países que o
ajudam a sobreviver economicamente, ou na África Oriental. Planos para golpes,
revoluções coloridas e mudança de regime foram elaborados para todas essas
áreas, e o exército dos EUA na África foi construído com extrema rapidez nos
últimos dois anos.
Mas a Ucrânia já padecia há oito anos sob uma guerra civil apoiada pelos EUA, desde
o golpe de Maidan em 2014, e ali estava a chance para a maior primeira vitória
nesse confronto contra China, Rússia e seus aliados.
Assim, as regiões de língua russa de Donetsk e Luhansk foram bombardeadas com
intensidade crescente e, quando a Rússia ainda se abstinha de responder, foram
traçados planos para um grande confronto que começaria no final de fevereiro – a
partir de um ataque ocidental ucraniano relâmpago [blitzkrieg]
organizado por assessores dos EUA e armado pela OTAN.



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